
Neste final de semana, fui "forçado" a assistir a um filme "curioso".
"A máquina do tempo", com Guy Pearce.
Confesso que estava meio cético com este filme.
"puxa, filme meio antigo, não conseguiu receptividade nenhuma, nunca vi ninguém comentando sobre..."
Mas, vamos assistir.
E, pra minha surpresa, constatei que é um bom filme!
Conta a história de Alex, um professor universitário que, em uma fatalidade, acaba perdendo o grande amor de sua vida.
Nos quatro anos seguintes, Alex debruça-se sobre seus estudos para desenvolver aquilo que permeia o inconsciente de todos nós: "a Máquina do Tempo".
Seu intuito, era voltar e impedir a morte de sua amada. E ele consegue. Consegue fazê-la sobreviver. Porém, como Alex perceberia mais tarde, o curso da história não pode ser mudado. E esta passa a ser a primeira grande pergunta (mistério?) do filme:
"Por que, por mais que eu faça tudo diferente, não posso mudar o passado?"
Por que?
Passamos a primeira parte do filme com essa pergunta na cabeça. Por que?
Por que o passado é imutável?
Por que mesmo que eu faça apenas boas ações, sempre serei lembrado pelos erros passados?
Por que não conseguimos perdoar de verdade, com o coração, quem nos trai? Quem nos fere a confiança?
Por que os fantasmas da dúvida não vão embora? Por que insistem em nos procurar, mesmo quando tudo ficou tão pra trás?
Torcemos para Alex conseguir resolver seu dilema, pois nos enxergamos um pouco em Alex.
Todos somos como Alex: Dotados de boas intenções, mesmo acumulando erros pelo caminho.
Porém, com tantas desventuras, Alex acaba indo parar no futuro... 800 mil anos à frente.
Numa época onde a Lua não é mais a mesma e o ser humano está passando por uma horrivel evolução...
E então, surge a segunda grande pergunta do filme. Pergunta essa, que fará com que a vida de Alex mude por completo, deixando-nos mais perdidos ainda.
"E se...?"
Essas duas palavras regem o universo.
Podemos ser seguros de si, tomar as decisões mais práticas, indolores, comuns que, mesmo assim, ainda nos pegaremos pensando em como seria se tomássemos outras decisões...
E se... eu não estivesse aqui escrevendo?
E se... eu continuasse fumando?
E se... você me ligasse agora?
E se... aceitasse aquela xícara de café?
E se... não tivessemos perdido aquele jogo?
E se...
A vida de Alex mudou completamente com essa pergunta...
Inconscientemente, a de todos nós também...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário.