terça-feira, 20 de outubro de 2009


A chuva continua a cair.
Enquanto vejo o mundo acontencendo lá fora, minha mente divaga por problemas tão pequenos.
Fúteis.
Mas que já foram imporantes pra mim.
Basta que feche os olhos e posso ver o quanto sinto sua falta.
Como na última discussão, enquanto a música tocava para todos, víamos o abismo que fora criado.
Intransponível. Inatingível.
Por mais que tentasse, as chances de cair são grandes.
E, mesmo assim, eu quase me arrisquei. Cheguei à beiradinha.
Perdendo o equilibrio.
Inebriado pelo aroma de sua voz que aquecia meu coração.
Mas há um abismo entre nós.
Abismo este que, mesmo aqui do meu lado.
Mesmo aqui, pertinho de mim.
Mesmo aqui, me abraçando dizendo que tudo isso irá passar.
Não consegues me ouvir gritar que pra sempre irei te amar.
Não consegues.
Porque...
Há um abismo entre nós.
XxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXx
Um relampago me devolve à realidade...
O estrondo do trovão ressoa dentro de meu alquebrado coração.
Silencio.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Corra, Dinnus, Corra

Quantas aspirações podemos ter na vida?
Uma? Duas? Dez? Infinitas?

Este é o sentido da vida?
Ter um objetivo a ser alcançado?

Encontrei com um amigo ontem que estava radiante. Não por menos, aquele carro pelo qual ele lutou a vida inteira estava, finalmente, em sua garagem.
Como sou seu amigo há muito tempo, pude acompahar todos os sacrificios que fez para poder ter o tão sonhado carro zero quilêmetro...
Mas... e agora?
Arruma um novo objetivo?

Não sei... pelo menos, enquanto não terminar de pagar este carro, não poderá pensar em outra coisa tão dispendiosa.

Conheci uma outra pessoa que tinha apenas uma ambição na vida: ser rica. Quando nos encontrávamos e ficávamos altas horas conversando, ela dizia apenas isso: "- Um dia, serei rica. Não importa como. Mas eu serei".
Aquela obstinação me fascinava. Puxa, será que um dia serei tão determinado assim também?? Gostava de ver os planos que ela traçava e tudo mais...

Hoje.

Ela ficou rica?

Sim. Casou-se um um jovem e promissor oftalmologista.
Possui um carro luxuoso, uma boa conta bancária, viaja para o exterior quatro vezes por ano, casou-se em Paris, frequenta a alta sociedade paulistana.

É feliz?
Não.

Temos nos encontrado e ela diz que era feliz quando naõ tinha nada, quando valia a pena poder acreditar, lutar por alguma coisa. Que sente-se sozinha demais e que não teve a chance de viver o verdadeiro amor.....

Pois é.....

O verdadeiro amor.....

Essa é a meta da maioria das pessoas........

Viva....
Seja dormindo ou escalando uma montanha... apenas viva o agora.......

E, se possível, junte um dinheirinho também......

risos......

PS: fiz algo que há muito não fazia.... compus!!!! não é um clássico, mas ficou muito acima da média do que costumo fazer... novamente a minha chama eterna voltou a queimar para sempre!!!!

domingo, 23 de agosto de 2009

Não devia ser muito tarde. Provavelmente nem sete horas ainda eram. Mas parecia que faltavam apenas alguns minutos. A que horas devia passar por lá mesmo? Oito? Oito e meia? Não. Era pra passar as nove. Sabia muito bem. Mas a ansiedade não deixava em paz. Será que deveria trocar de camisa? Estava exibida demais? E se passasse uma idéia incorreta? A de que era metido demais? Intelectual demais? Ou fútil demais? Não. A camisa estava boa. Comprada em uma loja de renome, nem havia terminada de pagá-la ainda. Com certeza ela irá gostar. E o perfume? Pouco? Muito? Doce demais? Não. Estava bom também. Essa ansidade estava sufocando. O melhor seria sair um pouco. Caminhar. Ir por um caminho mais longo, para que o tempo ajudasse e passasse mais rápido. Mas e se, caminhando, algo desse errado? Se o aroma do perfume se dissipasse? Se acabasse se sujando? Veria TV. Droga. Nada de interessante passando. O nervosismo é tão grande, que nem uma revista conseguiria ver. O certo seria sair mesmo de casa. Talvez o agito da rua faça com que esqueça um pouco dos seus dilemas. Por mais que ande, suas pernas parecem fraquejar a cada passo. Seria nervosismo? E essa boca seca que incomoda tanto? E este barulho? Seria o tic-tac do relógio de pulso? Não, não. São apenas as batidas do coração. E se algo der errado? E se não for como espera? As horas não passam. Sentar em algum lugar seria uma boa opção. Comer? Não. Poderia causar uma má impressão. Beber algo? Também não. Falta pouco. Um, dois quarteirões no máximo. Nunca reparou de fato nesta rua. É impressão ou ela está mais bonita que antes? Parece que a cidade está diferente. Mais bonita que o usual. Que sufoco estranho é esse? Qual o número mesmo? 1640? Ou 1460? 1450... 1452... 1454... é aqui! 1460. Bater? Está pouco antes do horário previsto. Mas é melhor que ficar com essa angústia toda. O bater de suas mãos naquela massa de mogno foi o único som da cidade que ouviu. Como se tudo houvesse parado. Tudo estivesse morto.
Assim como, sua última lembrança fora da luz que irradiou de seus olhos.

As próximas horas foram mágicas demais para que lembrasse de algo.

No outro dia, acordou com uma dor de cabeça horrivel.
Provavelmente resultado das poucas horas de sono.
Que houve? Não se lembra...
Mas, apesar de tudo, da dor de cabeça imensa e da recém-adquirida-amnésia
Sentia-se bem. Não. Sentia-se maravilhoso. Enorme. Gigante. Poderoso. Forte.
Mesmo sem saber o porquê.

Não tem problema. De algo lembrava.
Lembrava-se apenas de quatro palavras...

"adorei ter te conhecido..."

Sobre a outra margem...

" Sobre a outra margem irei esperar...
Não importa por quanto tempo.
Mas eu irei esperar.

Esperarei que venhas navegar
Em águas tranquilas.
Não importa o quanto,
Eu irei esperar.

Sobre a outra margem
Terei a esperança que finalmente
Poderei te examinar.
Percorrer meus dedos em seu rosto.
Repetindo o que fiz milhares de vezes
No silêncio...

Te desenhar.

Sobre a outra margem irei esperar
Que você se livre das desgraças de vidas passadas.
Que o passar dos anos te deixe mais leve.
Para que possas alcançar.
O outro lado da margem
Onde estou a te esperar.

Sobre a outra margem irei esperar
Seus dias felizes e tristes
O fim de toda essa distância.
Os segredos que não me foram compartilhados.
As palavras de amor que não me foram ditas
Os sonhos que não conheci.
Os abraços que tanto precisei.
Os sorrisos que não me deu.
Tudo o que perdi.

Do outro lado da margem
Te vejo navegar
Por entre brumas de agosto
Sempre longe de mim
Navegas em mares azuis
Como a imensidão de meus sonhos
Que sempre buscam a luz
Que seus olhos já jogaram em mim.

Mas o tempo, doce menino
A tudo transforma
E o mar nos separa
E os ventos nos distrai
E os céus nos ocupam
E as estrelas nos fascinam
E as flores nos enebriam
E a música nos completa.

Mas...
Ao dormir....
Nunca se esqueça...
Que...

Sobre a outra margem, irei esperar.
O tempo que quiser.
Ah sim! Irei esperar..."

PS: Feito em São Paulo, Zona Oeste, em uma noite de inverno, em um bar, ao som de James Blunt, em uma mesa com seis ou oito pessoas, alheio a tudo, num momento de ternura, em um guardanapo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"O mel do romance, tão doce
Nos envolve...

Através da grama selvagem
nós corremos, de braços dados,
apenas nós.

O mel do romance, nosso deleite.
E meus braços, te enlaçam docemente.
Somos só nós.

Seu encanto, tão raro
Minha vontade exposta
Nos braços, nós ousamos

Eu beijarei sua boca e seus olhos escuros
E me perderei em seus olhos escuros
Cairei direto até o fim de sua alma, sua mente,
seus céus.

Nossos membros entrelaçados
Eles vêm nossas mentes
E a esperança de nos encontrarmos

Os lábios vermelhos de sua boca me chamam
Sua mente é minha vontade
Sua carne minha natureza
Quente, macia, lisa, minha!

Eu necessito por nada
Sua mente acolhe meus pensamentos
Incorporando a escuridão,
tão perto,
entrelaçados

Nós andamos afastados para o nada
E ninguém encontrará...

Tendo apenas nossos braços,
dormiremos calmamente.

Eu a puxei para perto de mim, perto de mim, em mim."

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

E se...


Neste final de semana, fui "forçado" a assistir a um filme "curioso".
"A máquina do tempo", com Guy Pearce.
Confesso que estava meio cético com este filme.
"puxa, filme meio antigo, não conseguiu receptividade nenhuma, nunca vi ninguém comentando sobre..."
Mas, vamos assistir.
E, pra minha surpresa, constatei que é um bom filme!
Conta a história de Alex, um professor universitário que, em uma fatalidade, acaba perdendo o grande amor de sua vida.
Nos quatro anos seguintes, Alex debruça-se sobre seus estudos para desenvolver aquilo que permeia o inconsciente de todos nós: "a Máquina do Tempo".
Seu intuito, era voltar e impedir a morte de sua amada. E ele consegue. Consegue fazê-la sobreviver. Porém, como Alex perceberia mais tarde, o curso da história não pode ser mudado. E esta passa a ser a primeira grande pergunta (mistério?) do filme:
"Por que, por mais que eu faça tudo diferente, não posso mudar o passado?"
Por que?
Passamos a primeira parte do filme com essa pergunta na cabeça. Por que?
Por que o passado é imutável?
Por que mesmo que eu faça apenas boas ações, sempre serei lembrado pelos erros passados?
Por que não conseguimos perdoar de verdade, com o coração, quem nos trai? Quem nos fere a confiança?
Por que os fantasmas da dúvida não vão embora? Por que insistem em nos procurar, mesmo quando tudo ficou tão pra trás?
Torcemos para Alex conseguir resolver seu dilema, pois nos enxergamos um pouco em Alex.
Todos somos como Alex: Dotados de boas intenções, mesmo acumulando erros pelo caminho.
Porém, com tantas desventuras, Alex acaba indo parar no futuro... 800 mil anos à frente.
Numa época onde a Lua não é mais a mesma e o ser humano está passando por uma horrivel evolução...
E então, surge a segunda grande pergunta do filme. Pergunta essa, que fará com que a vida de Alex mude por completo, deixando-nos mais perdidos ainda.
"E se...?"
Essas duas palavras regem o universo.
Podemos ser seguros de si, tomar as decisões mais práticas, indolores, comuns que, mesmo assim, ainda nos pegaremos pensando em como seria se tomássemos outras decisões...
E se... eu não estivesse aqui escrevendo?
E se... eu continuasse fumando?
E se... você me ligasse agora?
E se... aceitasse aquela xícara de café?
E se... não tivessemos perdido aquele jogo?
E se...
A vida de Alex mudou completamente com essa pergunta...
Inconscientemente, a de todos nós também...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Considerações...

Há três horas atrás sentei aqui pra escrever...
Três horas.
Mas não consigo. Não consigo uma letra de música. Não consigo uma história antiga. Não consigo formular frases com mais de 20 palavras. Não consigo fechar os olhos e deixar que minha alma dite o que o coração quer dizer.

Coração...
Acho que vou levar uma vida inteira pra entender o meu. E, mesmo assim, talvez não consiga.
Não que ele seja rebelde, confuso ou coisa do tipo.
Na verdade, nem sei o que se passa com ele.

Gosto do que é obscuro. Dificil. Confuso. Me apego de maneira incondicional.
E, com isso, sofro.
Sofro demais. Todos os dias. De forma silenciosa, mas sofro.
Tanto que o pior momento do meu dia é quando encosto a cabeça ao travesseiro.
Um momento sufocante. De completa solidão.
Talvez por isso eu tenha ligado o dvd nessas últimas noites em que tentei dormir.....
Pra não prestar atenção em mim.

Quem prestaria atenção em mim?

"ei, não se preocupe... eu vou cuidar de você..."

"pra sempre?"

"pra todo o seu sempre..."

Pluft !

PS: Quase quatro horas.... só saiu essa "galhofada" ai acima..... vou jantar, mais tarde tento novamente....

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Errata...

Cometi um pecado mortal no post abaixo...
Nao citei a fonte da foto.

Foto tirada pela minha passagem pela ESPM de Porto Alegre.
Fui muito bem recebido. Pessoal super agradável e bem humorado.
As gurias da foto, Renata e Ana Paula, sensacionais.

Amei PoA.

Eu comunico, tu comunicas, ele comunica...


Acho que uma das maiores virtudes do ser humano é o dom da comunicação.
E também, a sua maior desgraça.

Dou muito valor a quem consegue se comunicar...
Não importa como. Não importa por qual maneira de linguagem.
Não importa.

O importante é demonstrar seus sentimentos. Tanto os mais claros, como aqueles bem escondidos. Reprimidos.
Lembro que quando era pequeno, morei um tempo em Minas Gerais.
Interior mesmo. E meu pai tinha algumas pessoas que trabalhavam pra nós. Humildes mesmo. Não eram agraciados com energia elétrica, saneamento básico, nada. Nunca estiveram fora daquela cidade e o agente influenciador de opiniões, para eles, eram duas pessoas: o pároco local, que mandava ideologicamente e meu pai, que representava o poder. Para eles.

Eu era menino. Deveria ter uns seis anos. Sete, no máximo. Mas lembro-me com perfeição. Aguardava ansiosamente as seis horas da tarde, todos os dias. Essa era a hora em que terminavam o serviço e, enquanto se preparavam para ir embora, contavam "causos" sensacionais, regados a muito bolo e café com leite preparados pela minha mãe.

Como eu viajava naquelas palavras. Era a história do Tião do Mato que, sozinho, encarou uma onça que habitava solitariamente o alto das montanhas. Ou do João de dona Zefa, que num jogo de futebol da cidade, foi atingido por um raio e marcou quatro gols em seguida. Como me esquecer do Zé Afonso, que conseguia vir correndo e dar uma cabeçada em um boi (nunca vi, mas ele me dizia que fazia isso todos os dias ao acordar). Velho Vicente Aleixo, que contava todos os capítulos das radionovelas que ouvia quando era menino.

E quando chegava a sexta-feira?
Ao término da "labuta", havia o tradicional futebol no terreiro...
Atravessava a noite. Uma algazarra só. Todos jogavam. Desde um menino pentelho, ranhento e extasiado como eu, até mesmo um senhor todo encurvado, banguela, mais de 80 anos, como Tonico de Dorinha.
E a festa era uma só. Todos gritavam, corriam. Um sanfoneiro alegrava a todos a noite inteira.
As mulheres vinham chegando ao cair da noite e, assim que terminava a ultima partida, o campo se transformava em uma grande pista de dança.

Uma vez, em uma sexta-feira arquivada no tempo, eu estava jogando em um dos times. Não me lembro ao certo, mas acho que era jogo importante. Quase meia-noite. Eu ali, correndo pra lá e pra cá. Hoje, vejo que estava apenas fazendo número no time. Mas estava radiante.
E no final, penalti para o meu time. Finalzinho de jogo. Um jogo tenso. Pra minha surpresa, o Zé Geraldo pegou a bola e veio em minha direção... "Toma toquinho (nossa, nunca mais ninguém me chamou de toquinho), bate que a gente vai ganhar!!"

"Eu vou errar. Não sou como você." disse.
"Não. Você não é como eu. Você é melhor do que eu."
"Não sou não. Eu queria é ser como você"
"Você, um dia, será melhor que eu. Sei disso. Mas agora pega a bola. Conta seis passos, bate com a parte interna do pé. A bola vai fazer uma curva pra fora, tirando o goleiro da jogada."

Pura física.
Momento de gênio para alguém que nunca estudou na vida.

Mas sabe, como um "doutor", se comunicar.
Usar as palavras.
O corpo.

Sabe sorrir.

PS: Estive em Minas há pouco tempo. Fazia muito tempo que não ia lá. Revi muita gente. Outras, só consigo rever em meu coração, já que estão contando causos em algum lugar do céu.
E revi também o Zé Geraldo. Pais de três filhas lindas, os primeiros cabelos brancos aparecendo... Mesmo sorriso. Mesma gargalhada. Mesmas histórias...

É Zé... Nunca serei melhor que você.

PS2: Ah, foi gol. Acho hoje que o goleiro deixou. Mas não importava isso na hora. Comemorei como final de Copa do Mundo...










segunda-feira, 27 de julho de 2009

Caminhos

Pra tudo na vida, existem vários caminhos a serem seguidos...
Pare e pense: Qualquer decisão que precisar ser tomada, é um novo caminho que se abre a sua frente. E assim vamos recheando nossas vidas com as mais perfeitas e tortuosas curvas que existem.

Mas...
E os caminhos que não trilhamos?
Sim. Afinal de contas, cada uma das decisões que tomamos implicam em "não-escolhas".

Se optei por passar um dia inteiro na rua, perdi um dia inteiro em casa.
Se não liguei para alguém, não sei o que mudaria no caminho de minha vida se tivesse ligado.
Se gosto de alguém, deixo de caminhar próximo a uma outra pessoa.

Milhares de "quase caminhos" vão surgindo... Tomamos vida em dimensões paralelas... A dimensão do "se". Ou do "o que aconteceria". Ou ainda a dimensão do "será que estou fazendo a coisa certa".

São caminhos.
Estamos em São Paulo, manhã de sexta-feira, chovendo muito, e a Marginal completamente parada...

Qual caminho seguir?

Você sabe?
Ele sabe?
Eu sei?

Não importa.

Apenas curta intensamente o caminho a ser seguido. Desfrute. Saboreie-o.
E permita-se milhões de vezes em sua vida a buscar atalhos. Desvios e caminhos longos e demorados são muto bem-vindos.

Afinal, o que importa de verdade é caminhar!!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Amor / Ódio...

Será que toda essa intensidade mostra o quanto um gosta do outro??
Ou será que, na verdade, um não suporta o outro e continua por puro sadismo?

Prefiro a primeira opção: como são sentimentos irmãos, todo este ódio veemente serve apenas para ocultar um amor imensurável....

Ódio... Amor...

Odeio te amar ou amo te odiar?

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sombras...


Amo fotografar.
No ano passado, um professor disse que a fotografia retrata nada mais do que a morte.
E ele tem razão.
Quantas cenas registradas não voltarão mais?
Quantas pessoas impressas em um papel já não nos pertencem mais?
Quantos momentos inesquecíveis cabem em um papel 10x15cm.
Você pode usar a mesma roupa, estar com as mesmas pessoas, no mesmo lugar de uma foto que nunca será da mesma maneira...
Nunca.
Pois momentos inesquecíveis acontecem uma vez. Naquele momento.
E, todos os dias temos 86400 momentos inesquecíveis.
Só não nos damos conta disso...
Então...
Fotografe... registre.....
Eternize!!!!

domingo, 19 de julho de 2009

Flash...


É incrivel a sensação de que estamos parados em um imenso carrossel...
Mesmo que esteja deitado, sem fazer nada, o mundo continua seu tresloucado movimento de translação no cosmo...
Assim, este minuto nunca mais retornará, pois a Terra continua deslocando-se...
Estive ontem no final da Av. Paulista, próximo ao metrô Paraíso... Por cima da av. 23 de maio, pude perceber isso. Enquanto aguardava, milhares de carros passavam por mim.
Ignorando-me.
Cada um com sua vida. Com seus problemas, alegrias e frustrações.
Ignorando-me por completo.
Assim com os ignorava.
E, ao tirar esta foto, pude ver com melhor nitidez.
O outro, pra mim, não passa de meros "flashs"....
Distorcidos...
Nada mais do que sempre fui ao mundo....
"alone... in the reign of light..."

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Quando tudo parece desmoronar...


Uma vista como essa faz com que qualquer problema seja uma leve brisa...

Mother...

"Mãe, você acha que eles jogarão a bomba?
Mãe, você acha que eles gostarão dessa música?
Mãe, você acha que eles tentarão me castrar?
Mãe, eu devo construir o Muro?
Mãe, eu devo concorrer a Presidente?
Mãe, eu devo confiar no Governo?
Mãe, eles me colocarão na linha de fogo?
Mãe, tudo isso é só uma perda de tempo?

Filho, fique quietinho agora, não chore.
Mamãe irá fazer todos os seus sonhos virarem verdade.
Mamãe irá colocar todos os medos dela longe de você.
Mamãe vai manter você bem debaixo da asa dela.
Ela não lhe deixa voar, mas talvez lhe deixará cantar.
Mamãe lhe deixará aconchegado e aquecido.
Ohh meu bebê... Ohh meu bebê...
Claro que a mamãe irá lhe ajudar a construir o Muro.

Mãe, você acha que ela é boa o bastante.... para mim?
Mãe, você acha que ela é perigosa... para mim?
Mãe, ela vai rasgar o seu menininho em partes?
Mãe, ela irá quebrar o meu coração?

Filho, fique quietinho agora, não chore.
A mamãe vai chegar todas as suas namoradas pra você.
Mamãe não irá deixar ninguém sujo se aproximar.
Mamãe vai esperar, até que você entre.
Mamãe vai sempre descobrir por onde você esteve.
Mamãe vai sempre manter o bebê saudável e limpo.
Ohh bebê... Ohh bebê...
Você sempre irá ser uma criança para mim.

Mãe, precisava ser tão alto?"
(Waters)


Sensacional... essa música sempre foi muito forte pra mim....

Infância...




Realmente, existe uma constante onde todos sentimos muita saudade da infância...
Mas do que exatamente?
Do acordar cedíssimo para ir pra aula, sem vontade?
Dos remédios, injeções e visitas nada agradáveis aos médicos e hospitais?
Das inúmeras brigas, provocações e desaforos dos nossos "coleguinhas"?
Das infinitas roupas absurdamente engraçadas que precisávamos usar?
Das coisas que éramos obrigados a fazer?
Das broncas?
Da vontade incontrolável que tinhamos de logo ser adultos?
Do ir dormir sem sono?
Das verduras e legumes que odiávamos comer?

hummmmm.......

Se pudesse, eu passaria por tudo isso novamente.......

PS: adoro as tirinhas do Calvin & Haroldo... Tenho quase todas reunidas em alguns livros...

Fácil mesmo...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Um Mundo só pra Mim....




"Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo E com cinco ou
seis retas é fácil fazer um castelo.Corro o lápis em torno da mão e me dou
uma
luva, E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.Se um
pinguinho de
tinta cai num pedacinho azul do papel, Num instante imagino uma
linda gaivota a
voar no céu.Vai voando, contornando a imensa curva Norte e
Sul, Vou com ela,
viajando, Havai, Pequim ou Istambul. Pinto um barco a vela
branco, navegando, é
tanto céu e mar num beijo azul.Entre as nuvens vem
surgindo um lindo avião rosa
e grená. Tudo em volta colorindo, com suas
luzes a piscar.Basta imaginar e ele
está partindo, sereno, indo, E se a
gente quiser ele vai pousar.Numa folha
qualquer eu desenho um navio de
partida Com alguns bons amigos bebendo de bem
com a vida.De uma América a
outra consigo passar num segundo,Giro um simples
compasso e num círculo eu
faço o mundo. Um menino caminha e caminhando chega no
muro E ali logo em
frente, a esperar pela gente, o futuro está. E o futuro é uma
astronave que
tentamos pilotar,Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de
chegar.Sem pedir
licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.Nessa
estrada não
nos cabe conhecer ou ver o que virá.O fim dela ninguém sabe bem ao
certo
onde vai dar. Vamos todos numa linda passarela De uma aquarela que um dia,
enfim, descolorirá."

Um dia sem razão



Não há razão
alguma...
Essa é a grande verdade,
muitas vezes, sepultada
Não há razão para nossas
incompreensões
Não há razão para nossas
lutas
Não há razão que nos
mova
Não há razão para que
sajamos fortes ou fracos
Não há razão para o
desconhecimento de tudo que uma razão contempla
Sendo eu tão sem
razão...
Não há razão que me faça
relembrar daquelas razões que ainda desconheço
Então....tudo aquilo ainda
me deixa sem razão e não há razão de ser
Deveria eu, ser sem razão...em um dia tão sem razão de ser??

Que falta ele me faz...


Ah! O sorriso...quanta falta ele faz.



Mas não me refiro ao simples ato de sorrir, aquele sorrir por sorrir.



O sorriso transcende a aparência externa, ele vem de dentro....e junto a ele está a felicidade.



Ah! Felicidade, tão apagada e esquecida felicidade.



E eu queria um sorriso tão cheio de felicidade tenho apenas o sorriso, puro e simples, a ofertar.



Um sorriso que não é meu



Um sorriso sem verdade



Um sorriso frágil

Cheio de culpa e inquietude

E agora, logo eu que queria um sorriso tão cheio de felicidade


Me contentaria com um sorriso complacente apenas...


Ah ! Que saudade daquele doce sorriso inocente de quando a gente ainda tinha 6 anos de idade...





Distância...

Quem inventou a distância?

Nunca acreditei que existisse distância...
O que existe, são sentimentos por trás dos quilômetros.
Quando a distância territorial é sentida, na verdade estamos é conectados a alguém.
Se não, nem reparamos nessa imensidão de estradas que podem separar...

Taí aquele seu tio que mora no nordeste e vocês quase não se falam pra confirmar o que digo...

Mas é horrível querer estar em um lugar, do outro lado do agora, e não poder...

Provavelmente, quem inventou a distância também tenha inventado o telefone, a internet e os textos sms...

Então, eu o perdôo...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Frio...

O Frio continua imenso...
Sem conseguir sequer caminhar pelas ruas.

Sempre me considerei um amante do inverno: consigo escrever melhor, pensar melhor, trabalhar melhor, viver melhor quando estamos no inverno.

Mas ainda não consegui "saborear" este inverno como gostaria...

O que anima?
Saber que ainda tem metade do inverno pela frente...

O que desanima?
Meus dedos dos pés congelados...

Alguém tem um par de meias brancas pra me emprestar?

Felicità !!



Feche os olhos...


Permita-se momentos de ilusão.

Faça o que quiser agora.

Tudo pode.

Tudo é permitido.

Quer voar?


Simples.


Abra os braços.

Sinta o vento te elevar e, num impulso, tome velocidade.

Cruze os oceanos e esteja onde sempre quis.


Naquele país distante.

Naquela volta ao passado.

Nos braços de seu amor impossível.


Controle o tempo.


Elabore as regras.

Vença.

Conquiste.

Navegue.

Não se esqueça: Tudo é permitido!


Abrace o mundo inteiro.

Sorria.

Diga o que não consegue.

Grite.

Xingue.

Blasfeme.

Queime as vestes que te aprisionam.


Corra.


Por entre prédios e pessoas.

Cada vez mais rápido.

De olhos fechados.

Sem perder o equilibrio.

Vença o vento.

Rompa o medo.


Faça deste quarto de ilusões teu mundo.Tua casa.
Pois assim, Ao abrir os olhosEstarás mais poderoso...
Fazendo com que tudo ainda seja permitido.
Pois tua palavra é a lei!A lei sob vontades.